Assim começa o filme "Vanilla Sky" e hoje parece-me que uma voz me segredou gentilmente ao ouvido "abre os olhos".
É engraçado que mesmo com os olhos abertos por vezes não conseguimos ver. Ou vemos mas não estamos realmente a "ver". Com tanta gente á minha volta parece que só te via a ti. E quando me forço a olhar para o lado eis que as pessoas que gostam de mim aparecem. E continuam a gostar de mim. E eu continuo a gostar delas.
Então qual é o truque para não se deixar de ver tudo e todos?
Ao navegar por águas calmas com o meu marinheiro hoje à hora de almoço apercebi-me que a felicidade constante e permanente não existe. Há momentos de felicidade. Ainda não tenho a capacidade de aproveitar esses momentos e apagar os momentos em que a felicidade parece uma miragem. Quando a boca dele procura a minha na ansia de um beijo. Quando as suas mãos tocam a minha pele gentilmente. Quando os seus braços me apertam como se não me quisesse deixar fugir. Aí, por momentos, sou feliz. E é a essa felicidade que me tenho de agarrar. Não a uma busca permanente, incansável e interminável de uma felicidade constante. Essa só existe nos romances cor-de-rosa. Pode ser que um dia conheça essa felicidade. Mas até lá tenho de aproveitar os momentos em que ate um raio de sol a entrar na janela me deixa feliz (adoro o tempo do Algarve eheheh).
Por coincidência li um post sobre os olhos serem a janela da alma (sim o teu blog, amigo) e portanto metade da inspiração deste blog vem daí.
Fico sempre com a sensação que o que escrevo não tem nexo, é desorganizado e um pouco esquizofrénico mas com a liberdade artistica que há hoje em dia posso sempre afirmar que é um estilo!
E acima de tudo.... Sorrir! Porque tristezas não pagam dividas!
Bem verdade, nada como sorrir ;)
ResponderEliminarAbraço