O numero de dias que estive fechado em casa. Malvado David. Mas há coisas positivas a retirar destas "ferias" forçadas.
Eu mudei. Em muitos aspectos.
Desfiz-me de bens materiais quando for para o caixao nao vou levar casas, carros, roupa ou qualquer tipo de tecnologia. Apenas vou levar a felicidade, as recordacoes, o amor da familia e amigos. Lá para onde vai a nossa alma apenas isso interessa.
Melhorei a minha alimentação e neste ponto nao tenho nada a comentar pois apesar de ter uns belos dotes culinários (e mesmo assim nao arranjei "marido" em 4 anos!) nao me alimentava.
E de atitude?!?! Acho que mudei. Mas isso só o tempo dirá.....
Reli alguns posts que aqui escrevi. Como podia eu deixar que os homens me afectassem tanto a vida? Porque nao me chegava eu?
Agora chego para mim. Este sentimento de liberdade e de "desligamento" do supérfluo sabe bem. Tao bem como os primeiros mergulhos no mar ou o cheiro a terra molhada quando chegam as primeiras chuvas.
Aleph
(ou o inicio)
sábado, 19 de abril de 2014
Familia, Fátima e Bigodes
Ha de todos os tipos, de todos os formatos. A minha esta no meio. Desequilibrada q.b., unida o suficiente. A familia deve ser a base. A base da nossa educação e formação. Mas nem sempre vemos isso e nem sempre aproveitamos isso. Aquele momento em que estamos sentados á mesas e nao falta nada, e há risos e há felicidade. Mesmo nao havendo comida, tecto ou bens há sempre o regaço quente de uma mae, o abraço forte e protetor de um pai, a preocupação de uma irmã.
Tudo nesta vida é supérfluo. Tudo comeca e tudo acaba. E o fim chega sempre cedo demais. Há que aproveitar enquanto esse fim nao chega. Nao é tarde demais para recuperar. Gostava de ter sido mais teu amigo. De sermos mais íntimos. De te conhecer melhor. De aproveitar as oportunidades que me deram. De aprender mais com voces. Obrigado. Vou ser melhor pessoa por voces e para voces.
Adormeci a rezar muitas noites em que o meu David, ou Davids, me tentavam derrubar. Acalmou me. Fez me abstrair de tudo. Hoje lembro me do que me esqueci. Hoje foi dia de procissão. O conforto, a esperança, a ligação a um ente superior, que nao comanda a nossa vida mas que vai indicando o caminho certo, foram perdidos. Foi a vida? A formação cientifica? O desleixe? Agora pouco importa. Mas sinto me mais calmo sabendo que esse ente (ou entes?) existem e que, mesmo nos momentos em que nos esquecemos, eles no indicam o caminho.
Basta ver de novo os sinais que o universo nos envia.
E o bigode? Fica? Sai? Pode ser uma maneira de apagar uma parte de mim que nao sei se quero que exista.
Tudo nesta vida é supérfluo. Tudo comeca e tudo acaba. E o fim chega sempre cedo demais. Há que aproveitar enquanto esse fim nao chega. Nao é tarde demais para recuperar. Gostava de ter sido mais teu amigo. De sermos mais íntimos. De te conhecer melhor. De aproveitar as oportunidades que me deram. De aprender mais com voces. Obrigado. Vou ser melhor pessoa por voces e para voces.
Adormeci a rezar muitas noites em que o meu David, ou Davids, me tentavam derrubar. Acalmou me. Fez me abstrair de tudo. Hoje lembro me do que me esqueci. Hoje foi dia de procissão. O conforto, a esperança, a ligação a um ente superior, que nao comanda a nossa vida mas que vai indicando o caminho certo, foram perdidos. Foi a vida? A formação cientifica? O desleixe? Agora pouco importa. Mas sinto me mais calmo sabendo que esse ente (ou entes?) existem e que, mesmo nos momentos em que nos esquecemos, eles no indicam o caminho.
Basta ver de novo os sinais que o universo nos envia.
E o bigode? Fica? Sai? Pode ser uma maneira de apagar uma parte de mim que nao sei se quero que exista.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Menos e mais
Esta maldita insónia.
Pela primeira vez em muitos dias nao consigo dormir.
Andei em limpezas o dia todo. A deitar coisas fora. Quero menos. Menos quinquilharia, menos roupa, menos bens. Mais vida, mais amigos, mais felicidade, mais tempo.
O meu David esta a morrer. Só por isso já fico contente. Mas naosó vou esquecer.
Pela primeira vez em muitos dias nao consigo dormir.
Andei em limpezas o dia todo. A deitar coisas fora. Quero menos. Menos quinquilharia, menos roupa, menos bens. Mais vida, mais amigos, mais felicidade, mais tempo.
O meu David esta a morrer. Só por isso já fico contente. Mas naosó vou esquecer.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
A morte é hoje
O que nao nos mata torna-nos mais fortes. Mais fortes ou diferentes?
Quero mais da vida do que a vida. Apenas quero levar comigo felicidade.
Ninguem é feliz a toda a hora. Há instantes de felicidade. Ter a minha gata sempre perto de mim como que a cuidar de mim é felicidade. Um pastel de nata é felicidade. Ter um tecto e poder tomar banho é felicidade. O sorriso de um amigo apenas pela nossa presença é felicidade. Ter a familia do nosso lado é felicidade.
Estou numa rotunda e agora é a hora de decidir que caminho vou tomar. Agora. Porque a morte é hoje. Ontem nao pode ser que já passou e o amanha nao existe.
Nada importa. Só estar vivo.
Quero mais da vida do que a vida. Apenas quero levar comigo felicidade.
Ninguem é feliz a toda a hora. Há instantes de felicidade. Ter a minha gata sempre perto de mim como que a cuidar de mim é felicidade. Um pastel de nata é felicidade. Ter um tecto e poder tomar banho é felicidade. O sorriso de um amigo apenas pela nossa presença é felicidade. Ter a familia do nosso lado é felicidade.
Estou numa rotunda e agora é a hora de decidir que caminho vou tomar. Agora. Porque a morte é hoje. Ontem nao pode ser que já passou e o amanha nao existe.
Nada importa. Só estar vivo.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
David e Golias
A dor lembra-nos que estamos vivos. Há 29 dias que me lembro disso. E ainda nao parei de contar......
Somos apenas um pedaço de carne que aqui anda. E nisso somos todos iguais. Seja cristão, judeu, branco, amarelo, gay, hetero, socialista ou democrata. O nosso corpo pode ser destruído por coisas tao pequenas, tao inviseis, que se se torna a historia de David e Golias.
Mas se o corpo é tao fácil de destruir, tao efémero e tao frágil entao e alma?
Na alma somos todos diferentes. Os genes, a vida, o ambiente, a educação, tudo isso faz com que a nossa alma seja diferente de todas as outras.
Na minha educação católica aprendi que a alma vai para o céu ou inferno quando morremos. Nao sera melhor ter esse céu ou esse inferno enquanto estamos vivos? Aproveitar o bom e o mau da vida. O certo e o errado. O doce e o salgado. A dor e o descanso.
O meu David tem me dado algum trabalho. A noção que sou mortal e que tudo um dia vai terminar esta cada vez mais vincada em mim. Estranhamente rezar tem ajudado. Nao sei se pelo tom calmante de uma ladainha para distrair as dores ou se pelo conforto de saber que algures do outro lado alguem vai responder ás nossas preces.
Nao tenho pensado nisso. Nao sei o que pensar. É uma cruz que vou ter de carregar. É uma cruz que outros, de certa forma, tambem vao ter de carregar.
Manter-me simples. Concentrar me na alma. Em ter o céu e o inferno aqui na terra. Quem sabe amar.
Se o meu problema com os finais nao atrapalhar este blog vai continuar a ser um espécie de purgatório para todos os pensamentos desconcertados em mim. E com isso talvez os possa ligar e enfim sorrir com a alma.
Somos apenas um pedaço de carne que aqui anda. E nisso somos todos iguais. Seja cristão, judeu, branco, amarelo, gay, hetero, socialista ou democrata. O nosso corpo pode ser destruído por coisas tao pequenas, tao inviseis, que se se torna a historia de David e Golias.
Mas se o corpo é tao fácil de destruir, tao efémero e tao frágil entao e alma?
Na alma somos todos diferentes. Os genes, a vida, o ambiente, a educação, tudo isso faz com que a nossa alma seja diferente de todas as outras.
Na minha educação católica aprendi que a alma vai para o céu ou inferno quando morremos. Nao sera melhor ter esse céu ou esse inferno enquanto estamos vivos? Aproveitar o bom e o mau da vida. O certo e o errado. O doce e o salgado. A dor e o descanso.
O meu David tem me dado algum trabalho. A noção que sou mortal e que tudo um dia vai terminar esta cada vez mais vincada em mim. Estranhamente rezar tem ajudado. Nao sei se pelo tom calmante de uma ladainha para distrair as dores ou se pelo conforto de saber que algures do outro lado alguem vai responder ás nossas preces.
Nao tenho pensado nisso. Nao sei o que pensar. É uma cruz que vou ter de carregar. É uma cruz que outros, de certa forma, tambem vao ter de carregar.
Manter-me simples. Concentrar me na alma. Em ter o céu e o inferno aqui na terra. Quem sabe amar.
Se o meu problema com os finais nao atrapalhar este blog vai continuar a ser um espécie de purgatório para todos os pensamentos desconcertados em mim. E com isso talvez os possa ligar e enfim sorrir com a alma.
sábado, 29 de março de 2014
Recomeçar Part II
A minha disfunção com finais e com terminar as coisas começa a ser cronica.
Cada vez me apercebo mais do caos que a minha vida se tornou.
Um novelo de linhas de muitas cores. Todas muito enroladas e com diversas pontas soltas. Nao um único novelo de uma so cor, bem enrolado e apenas com uma ponta solta para se puxar.
os ultimos tempos teem sido uma espécie de purga da alma. Por motivos alheios e nao só tenho passado muito tempo na cama na minha companhia.
Pode ser bom. Mas acreditem que nao é. Nem eu me aturo!
Nao sei se as coisas vao mudar tanto como eu desejo neste momento que mudem. Sei que depende de mim. E da minha disfunçao com os finais.......
quando voltar a ler este blog daqui a 2 anos sera que me reconheço e relativizo as coisas como o fiz hoje?
o cyberespaço guarda para sempre um pouco de nós.
Cada vez me apercebo mais do caos que a minha vida se tornou.
Um novelo de linhas de muitas cores. Todas muito enroladas e com diversas pontas soltas. Nao um único novelo de uma so cor, bem enrolado e apenas com uma ponta solta para se puxar.
os ultimos tempos teem sido uma espécie de purga da alma. Por motivos alheios e nao só tenho passado muito tempo na cama na minha companhia.
Pode ser bom. Mas acreditem que nao é. Nem eu me aturo!
Nao sei se as coisas vao mudar tanto como eu desejo neste momento que mudem. Sei que depende de mim. E da minha disfunçao com os finais.......
quando voltar a ler este blog daqui a 2 anos sera que me reconheço e relativizo as coisas como o fiz hoje?
o cyberespaço guarda para sempre um pouco de nós.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Abre los ojos, open your eyes.
Assim começa o filme "Vanilla Sky" e hoje parece-me que uma voz me segredou gentilmente ao ouvido "abre os olhos".
É engraçado que mesmo com os olhos abertos por vezes não conseguimos ver. Ou vemos mas não estamos realmente a "ver". Com tanta gente á minha volta parece que só te via a ti. E quando me forço a olhar para o lado eis que as pessoas que gostam de mim aparecem. E continuam a gostar de mim. E eu continuo a gostar delas.
Então qual é o truque para não se deixar de ver tudo e todos?
Ao navegar por águas calmas com o meu marinheiro hoje à hora de almoço apercebi-me que a felicidade constante e permanente não existe. Há momentos de felicidade. Ainda não tenho a capacidade de aproveitar esses momentos e apagar os momentos em que a felicidade parece uma miragem. Quando a boca dele procura a minha na ansia de um beijo. Quando as suas mãos tocam a minha pele gentilmente. Quando os seus braços me apertam como se não me quisesse deixar fugir. Aí, por momentos, sou feliz. E é a essa felicidade que me tenho de agarrar. Não a uma busca permanente, incansável e interminável de uma felicidade constante. Essa só existe nos romances cor-de-rosa. Pode ser que um dia conheça essa felicidade. Mas até lá tenho de aproveitar os momentos em que ate um raio de sol a entrar na janela me deixa feliz (adoro o tempo do Algarve eheheh).
Por coincidência li um post sobre os olhos serem a janela da alma (sim o teu blog, amigo) e portanto metade da inspiração deste blog vem daí.
Fico sempre com a sensação que o que escrevo não tem nexo, é desorganizado e um pouco esquizofrénico mas com a liberdade artistica que há hoje em dia posso sempre afirmar que é um estilo!
E acima de tudo.... Sorrir! Porque tristezas não pagam dividas!
É engraçado que mesmo com os olhos abertos por vezes não conseguimos ver. Ou vemos mas não estamos realmente a "ver". Com tanta gente á minha volta parece que só te via a ti. E quando me forço a olhar para o lado eis que as pessoas que gostam de mim aparecem. E continuam a gostar de mim. E eu continuo a gostar delas.
Então qual é o truque para não se deixar de ver tudo e todos?
Ao navegar por águas calmas com o meu marinheiro hoje à hora de almoço apercebi-me que a felicidade constante e permanente não existe. Há momentos de felicidade. Ainda não tenho a capacidade de aproveitar esses momentos e apagar os momentos em que a felicidade parece uma miragem. Quando a boca dele procura a minha na ansia de um beijo. Quando as suas mãos tocam a minha pele gentilmente. Quando os seus braços me apertam como se não me quisesse deixar fugir. Aí, por momentos, sou feliz. E é a essa felicidade que me tenho de agarrar. Não a uma busca permanente, incansável e interminável de uma felicidade constante. Essa só existe nos romances cor-de-rosa. Pode ser que um dia conheça essa felicidade. Mas até lá tenho de aproveitar os momentos em que ate um raio de sol a entrar na janela me deixa feliz (adoro o tempo do Algarve eheheh).
Por coincidência li um post sobre os olhos serem a janela da alma (sim o teu blog, amigo) e portanto metade da inspiração deste blog vem daí.
Fico sempre com a sensação que o que escrevo não tem nexo, é desorganizado e um pouco esquizofrénico mas com a liberdade artistica que há hoje em dia posso sempre afirmar que é um estilo!
E acima de tudo.... Sorrir! Porque tristezas não pagam dividas!
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