quinta-feira, 8 de março de 2012

A vida e o gafanhoto

Hoje o dia foi longo. Muito looooongo.
Enquanto andava pelos corredores técnicos do meu querido (?) FA reparei mais uma vez numa coisa que coisa que já tinha visto há uns dias. Numa das esquinas da parede estava um gafanhoto. Era um gafanhoto grande castanho. Um senhor gafanhoto. Na altura estranhei não se ter mexido quando passei bem perto com um carrinho barulhento. Hoje estava exactamente no mesmo sitio. Na mesma posição. E aconteceu exactamente a mesma coisa. Não se mexeu quando passei. Enquanto percorria mais uns corredores e recantos dos corredores técnicos e fumava um cigarro comecei a pensar (sim tambem faço isso....)

"Deve estar morto"

O que me levou por outros caminhos... (talvez pela hora ou falta de cafeina....)

Se ficarmos muito tempo parados na vida morremos?
Será que ao arranjarmos um sitio confortável e uma situação cómoda nos deixamos morrer?
Não uma morte fisica, como o Sr. gafanhoto, mas uma morte da alma. Que é o pior tipo de morte.

Há um velho ditado que diz "parar é morrer". Se calhar há mais razão na sabedoria popular do que aquela que pensamos.


Faz hoje uma semana que te despediste de mim e de nós de maneira unilateral. Quis me vingar. Pensei em batalhar. Ainda bem que não o fiz. Estou em paz. E ao contrário daquilo que dizes sei que tu não estas completo. Mas eu ainda tenho uma hipótese de o ser. Tu já vais tarde. Falas em auto-estima mas és tu que és o submisso. Fiquei triste. Mas não vou parar. Nem sequer meter em pausa. A vida está em play! Next...

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